sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sociedade civil se une contra afirmações preconceituosas de Jair Bolsonaro

Sociedade civil se une contra
afirmações preconceituosas
de Jair Bolsonaro
Já falei aqui nesta coluna anteontem que o Brasil precisa se mobilizar contra a cretinice do deputado Jair Bolsonaro, que cometeu um ato explícito de racismo, em rede nacional de TV, no programa CQC, ao responder pergunta da cantora Preta Gil, filha do ex-ministro Gilberto Gil. O cretino, que, além de nazista truculento revelou-se covarde, está dizendo que entendeu que Preta Gil, que, por sinal, falou português cristalino, se referia a uma relação homossexual. Ora, se o racismo é crime, a homofobia também o é. Portanto, é preciso haver uma mobilização nacional contra esse entulho autoritário que se chama Jair Bolsonaro, nazi-fascista e defensor da pena de morte. A sociedade civil já começa a se mobilizar em apoio ao processo que Preta Gil começa a mover contra o tiranete Bolsonaro. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), que realiza um seminário sobre racismo esta semana, na UnB, foi uma das primeiras entidades a assinar a representação encaminhada à Procuradoria Geral da República com pedido de abertura de um processo legal contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e de preconceitos.
Segundo Alexandre Ciconello, assessor político do Inesc, a conduta do deputado fere o artigo 20 da lei Caó, lei 7716/89 e também o inciso XLII do artigo 5° da Constituição Federal. "Se esse tipo de atitude não configurar crime de racismo, o melhor a fazer é rasgar a lei e também a Constituição Federal", ressalta.
Ainda de acordo com Ciconello, a Constituição é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando- o um crime imprescritível e inafiançável. "Esse tipo de denúncia pode acontecer em qualquer momento, mesmo muitos anos após a realização da ação discriminatória, e não pode haver liberdade provisória para o acusado mediante o pagamento de fiança", explica. A iniciativa é uma resposta às afirmações de cunho racista proferidas pelo deputado no programa CQC, veiculado segunda-feira, 28. Nele, Bolsonaro, ao ser indagado pela cantora Preta Gil "se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?", afirma: "Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu". Especialistas da área de direitos da população negra estão em Brasília para discutir questões sobre racismo, igualdade e políticas públicas. O debate tem grande importância, já que essa camada da sociedade corresponde a mais de 50% da população brasileira, sendo que metade vive abaixo da linha da pobreza. As desigualdades entre negros e brancos também se revelam nos setores da educação, segurança pública e mercado de trabalho.



Fonte: http://www.defato.com/crispiniano.php

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