Sociedade civil se une contra
afirmações preconceituosas
de Jair BolsonaroJá falei aqui nesta coluna anteontem que o Brasil precisa se mobilizar contra a cretinice do deputado Jair Bolsonaro, que cometeu um ato explícito de racismo, em rede nacional de TV, no programa CQC, ao responder pergunta da cantora Preta Gil, filha do ex-ministro Gilberto Gil. O cretino, que, além de nazista truculento revelou-se covarde, está dizendo que entendeu que Preta Gil, que, por sinal, falou português cristalino, se referia a uma relação homossexual. Ora, se o racismo é crime, a homofobia também o é. Portanto, é preciso haver uma mobilização nacional contra esse entulho autoritário que se chama Jair Bolsonaro, nazi-fascista e defensor da pena de morte. A sociedade civil já começa a se mobilizar em apoio ao processo que Preta Gil começa a mover contra o tiranete Bolsonaro. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC), que realiza um seminário sobre racismo esta semana, na UnB, foi uma das primeiras entidades a assinar a representação encaminhada à Procuradoria Geral da República com pedido de abertura de um processo legal contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) por práticas recorrentes de injúrias, ofensas à dignidade e incitação da discriminação e de preconceitos.
Segundo Alexandre Ciconello, assessor político do Inesc, a conduta do deputado fere o artigo 20 da lei Caó, lei 7716/89 e também o inciso XLII do artigo 5° da Constituição Federal. "Se esse tipo de atitude não configurar crime de racismo, o melhor a fazer é rasgar a lei e também a Constituição Federal", ressalta.
Ainda de acordo com Ciconello, a Constituição é explícita ao repudiar o racismo como prática social, considerando- o um crime imprescritível e inafiançável. "Esse tipo de denúncia pode acontecer em qualquer momento, mesmo muitos anos após a realização da ação discriminatória, e não pode haver liberdade provisória para o acusado mediante o pagamento de fiança", explica. A iniciativa é uma resposta às afirmações de cunho racista proferidas pelo deputado no programa CQC, veiculado segunda-feira, 28. Nele, Bolsonaro, ao ser indagado pela cantora Preta Gil "se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?", afirma: "Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu". Especialistas da área de direitos da população negra estão em Brasília para discutir questões sobre racismo, igualdade e políticas públicas. O debate tem grande importância, já que essa camada da sociedade corresponde a mais de 50% da população brasileira, sendo que metade vive abaixo da linha da pobreza. As desigualdades entre negros e brancos também se revelam nos setores da educação, segurança pública e mercado de trabalho.
Fonte: http://www.defato.com/crispiniano.php
Pra Fora Bolsonaro
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Conselho de Ética rejeita pedido de Bolsonaro
Conselho de Ética rejeita pedido de Bolsonaro
01/04/2011:
Mesa Diretora da Câmara já recebeu seis pedidos para investigar o deputado do PP do Rio
Da Agência Brasil
O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PDT-BA), negou nesta quinta-feira (31) um pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para prestar esclarecimentos ao colegiado sobre comentários considerados racistas que ele fez no programa CQC, da TV Bandeirantes.
Diante da repercussão e das criticas às declarações, Bolsonaro encaminhou requerimento ao conselho para ter a oportunidade de esclarecer dúvidas. Segundo o deputado, as dúvidas foram provocadas porque ele não teria entendido uma pergunta que lhe foi feita durante o programa.
O presidente do conselho afirmou que negou o pedido de Bolsonaro porque o colegiado só pode ser acionado por intermédio de representação feita pela Mesa Diretora da Câmara ou por algum partido contra um deputado.
- O Conselho de Ética não pode ser acionado por um parlamentar.
Araújo disse que telefonou para Bolsonaro e lhe informou que despachou o requerimento para a Mesa Diretora da Câmara dê seu parecer.
Ao todo já foram protocoladas na Mesa da Câmara, nos últimos dias, seis representações contra o Bolsonaro por causa de declarações feitas pelo ele. Para os autores dos pedidos, as declarações de Bolsonaro têm conteúdo racista e homofóbico.
Caberá ao presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), decidir se encaminhará ou não as representações à Corregedoria para que ela investigue o caso e dê parecer sobre as representações.
Se a Corregedoria for acionada para investigar as denúncias, Bolsonaro terá direito de defesa. Só depois disso o parecer será encaminhado à Mesa da Câmara, que decidirá, então, se encaminha ou não a representação ao Conselho de Ética para abertura de processo contra o parlamentar.
Polêmica
No programa CQC, o deputado foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro ofendeu a filha do cantor e ex-ministro Gilberto Gil.
- Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como, lamentavelmente, é o seu [referindo-se a Preta Gil].
Bolsonaro justificou a resposta dada dizendo que ou não deve ter entendido bem a pergunta ou o programa pode ter editado o quadro.
Após a reação de movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais, Bolsonaro disse que não voltaria atrás e que está “se lixando” para a opinião do movimento gay.
- Estou me lixando para o movimento gay. O que eles têm para oferecer? Casamento gay? Adoção de filho por gay? Nada disso acrescenta nada.
Antes de polêmica, Bolsonaro reapresentou projeto sobre cotas
Antes de polêmica, Bolsonaro reapresentou projeto sobre cotas
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pediu, no começo do mês, o desarquivamento de um projeto que destina metade das 513 vagas da Câmara para negros e pardos. Nesta semana, ele fez declarações classificadas como racistas na TV.
O texto do projeto é claramente uma ironia e marca a posição do deputado contra o sistema de cotas nas universidades. "Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser a representação federal. Mesmo sendo autor da proposição, por coerência, votarei contra essa matéria", disse o parlamentar no projeto.
Bolsonaro virou alvo de polêmica na última segunda-feira, quando Preta Gil perguntou no programa 'CQC', da TV Band, como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. 'Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu', respondeu o deputado.
O deputado já é alvo de sete representações por quebra de decoro parlamentar na Câmara. Cinco já estão na corregedoria.
POLÊMICA
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira que o colega Bolsonaro tem se caracterizado como um deputado estúpido. Vaccarezza propôs que o caso do congressista, que fez declarações classificadas como racistas na TV, seja analisado também pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), não só pela corregedoria e Conselho de Ética da Casa.
Na opinião do líder, a CCJ tem que se debruçar sobre os limites da imunidade parlamentar. "Qualquer deputado tem seu direito de palavra garantido, mas será que a Constituição garante alguém que defenda o holocausto, por exemplo? Acho que essa é uma discussão mais profunda, que não cabe só ao Conselho, mas também à Comissão de Justiça", disse Vaccarezza.
Bolsonaro só é corajoso para ofender, provoca Jean Wyllys
Bolsonaro só é corajoso para ofender, provoca Jean Wyllys
Primeiro deputado federal assumidamente gay, Jean Wyllys (Psol-RJ) não esconde sua revolta com as declarações consideradas racistas e homofóbicas do "colega" Jair Bolsonaro (PP-RJ). "Agora Bolsonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar...", provoca o socialista. Para Wyllys, há uma tentativa do pepista de substituir o racismo pela homofobia, porque a ofensa aos LGBTs ainda não é considerada um crime no Brasil.Em entrevista para o programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que "não corria o risco" por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "como lamentavelmente" era o dela.E, na manhã desta terça-feira (29), menos de 12 horas após veiculada a entrevista, o deputado retificou suas afirmações, dizendo que não tinha entendido a pergunta:- Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (...) Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: 'meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento'. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão - afirmou para o Terra.Um grupo de 20 deputados está levando adiante cinco medidas que pretenderam tomar em relação a Bolsonaro: ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Federal, recorrer ao Conselho de Promoção da Igualdade Racial, recorrer também ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e, por fim, pedir ao PP que o destitua da cadeira a qual ele tem direito na Comissão de Direitos Humanos na Câmara.Segundo relata Jean, corre nos corredores do Congresso que Bolsonaro já empurrou a atual ministra Maria do Rosário, chamando-a de "vagabunda". O socialista relata também que o pepista não pouca seus colegas de ironias e ofensas.Terra Magazine - No mesmo dia em que Bolsonaro fez uma série de ofensas aos homossexuais, era criado um coletivo de parlamentares em defesa desse tipo de violência.Jean Wyllys - Criamos um conjunto de parlamentares que representa os interesses do contingente ofendido pelas declarações de Bolsonaro. Este grupo se reuniu e decidiu aderir à representação de Manoela Dávila e Brizola Neto. Acreditamos que as declarações foram de fato ofensivas, que incorreu em crime de racismo.Ele alegou não ter entendido a pergunta. O que o senhor acha disso?É preciso desmascarar a estratégia de Bolsonaro: ele está tentando se safar de um crime de racismo que ele cometeu. Por que é que ele está assumindo com todas as letras ser homofóbico e injuriando os homossexuais da maneira grotesca, violenta e odiosa? Porque ele sabe que no Brasil homofobia não é crime. Então, ele se assume homofóbico e se desculpa pelo crime de racismo, porque ele sabe que homofobia não é crime. Ele não teve coragem de assumir a sua própria posição, reiterando as declarações que deu ao CQC. E mais, o argumento de que ele não entendeu a pergunta da cantora Preta Gil é acreditar que as pessoas são muito ingênuas ou burras. Até foneticamente não há nenhum tipo de proximidade entre mulher negra e filho gay.Os parlamentares pretendem usar isso na acusação? A homofobia e a violência contra homossexuais gozam de um aceite social e de um silêncio da maioria das pessoas. É inadmissível que um homem desse, que viole os direitos humanos dessa forma, mantenha o assento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A Corregedoria vai abrir uma sindicância, assumimos o compromisso de pedir a cada um dos presidentes dos partidos que assinem para que representemos no Conselho de Ética. Agora, Bolsonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar, tão corajoso para inclusive empurrar Maria do Rosário aqui enquanto ela era deputada, antes de ser ministra.Como foi isso? Ele empurrou ela, dizendo que ela era vagabunda, quando ela era deputada, antes de assumir o Ministério.Ele pode, de fato, perder o mandato? Pode, é claro que pode. Caso isso se configure como crime de racismo, tem aí uma quebra de decoro parlamentar. É muito fácil para ele tentar polemizar comigo, jogar essa questão para o ódio aos homossexuais, se assumindo homofóbico. Por que ele não compra briga com Edson Santos e com Luiz Alberto, que são dois parlamentares negros e que sabem que ele praticou racismo? A dignidade das mulheres, negros e gays terá que ser respeitada, goste ele ou não, goste a gentalha que saiu em defesa dele na internet ou não.O senhor acompanhou a movimentação na internet? Eu não tenho medo de ofensa, nem de injúria. As injúrias e ofensas estão sendo devidamente identificadas e as pessoas não ficarão impunes. Vamos continuar, insistir porque tudo tem limite.Nesse momento, é aberta uma discussão sobre tornar homofobia um crime. Em que pé que está essa discussão? É óbvio que está na hora de tornar a homofobia um crime. Essa situação mostra como é necessário o projeto de Lei 122 ser aprovado o quanto antes. É inadmissível que alguém faça o que ele fez e saia impune. Ouvir esse tipo de coisa vindo de um deputado federal é um absurdo. Eu imagino como Preta Gil se sentiu ao ouvir aquilo. É impossível que esse homem abuse da imunidade parlamentar dessa maneira. E o que me assusta também é que tem gente que ainda defende esse homem, anonimamente ou não. Isso é tão chocante, tão chocante... Não adianta ele apelar, eu vou desmascarar toda tentativa dele de fugir da acusação de racismo. Ele vai pagar pela língua ferina dele.
Primeiro deputado federal assumidamente gay, Jean Wyllys (Psol-RJ) não esconde sua revolta com as declarações consideradas racistas e homofóbicas do "colega" Jair Bolsonaro (PP-RJ). "Agora Bolsonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar...", provoca o socialista. Para Wyllys, há uma tentativa do pepista de substituir o racismo pela homofobia, porque a ofensa aos LGBTs ainda não é considerada um crime no Brasil.
Em entrevista para o programa CQC, ao responder se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma negra, o parlamentar disse que "não corria o risco" por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "como lamentavelmente" era o dela.
E, na manhã desta terça-feira (29), menos de 12 horas após veiculada a entrevista, o deputado retificou suas afirmações, dizendo que não tinha entendido a pergunta:
- Eu entendi que ela me perguntou o que eu faria se meu filho namorasse um gay (...) Se eu tivesse entendido assim (da forma como a pergunta foi feita), eu diria: 'meu filho pode namorar qualquer uma, desde que não seja uma com o teu comportamento'. Se eu fosse racista, eu não seria maluco de declarar isso numa televisão - afirmou para o Terra.
Um grupo de 20 deputados está levando adiante cinco medidas que pretenderam tomar em relação a Bolsonaro: ingressar com uma representação junto ao Ministério Público Federal, recorrer ao Conselho de Promoção da Igualdade Racial, recorrer também ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana e, por fim, pedir ao PP que o destitua da cadeira a qual ele tem direito na Comissão de Direitos Humanos na Câmara.
Segundo relata Jean, corre nos corredores do Congresso que Bolsonaro já empurrou a atual ministra Maria do Rosário, chamando-a de "vagabunda". O socialista relata também que o pepista não pouca seus colegas de ironias e ofensas.
Terra Magazine - No mesmo dia em que Bolsonaro fez uma série de ofensas aos homossexuais, era criado um coletivo de parlamentares em defesa desse tipo de violência.
Jean Wyllys - Criamos um conjunto de parlamentares que representa os interesses do contingente ofendido pelas declarações de Bolsonaro. Este grupo se reuniu e decidiu aderir à representação de Manoela Dávila e Brizola Neto. Acreditamos que as declarações foram de fato ofensivas, que incorreu em crime de racismo.
Ele alegou não ter entendido a pergunta. O que o senhor acha disso?É preciso desmascarar a estratégia de Bolsonaro: ele está tentando se safar de um crime de racismo que ele cometeu. Por que é que ele está assumindo com todas as letras ser homofóbico e injuriando os homossexuais da maneira grotesca, violenta e odiosa? Porque ele sabe que no Brasil homofobia não é crime. Então, ele se assume homofóbico e se desculpa pelo crime de racismo, porque ele sabe que homofobia não é crime. Ele não teve coragem de assumir a sua própria posição, reiterando as declarações que deu ao CQC. E mais, o argumento de que ele não entendeu a pergunta da cantora Preta Gil é acreditar que as pessoas são muito ingênuas ou burras. Até foneticamente não há nenhum tipo de proximidade entre mulher negra e filho gay.
Os parlamentares pretendem usar isso na acusação? A homofobia e a violência contra homossexuais gozam de um aceite social e de um silêncio da maioria das pessoas. É inadmissível que um homem desse, que viole os direitos humanos dessa forma, mantenha o assento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. A Corregedoria vai abrir uma sindicância, assumimos o compromisso de pedir a cada um dos presidentes dos partidos que assinem para que representemos no Conselho de Ética. Agora, Bolsonaro está tão amedrontado. Ele que sempre foi tão corajoso para ofender os homossexuais, para debochar das vítimas da ditadura militar, tão corajoso para inclusive empurrar Maria do Rosário aqui enquanto ela era deputada, antes de ser ministra.
Como foi isso? Ele empurrou ela, dizendo que ela era vagabunda, quando ela era deputada, antes de assumir o Ministério.
Ele pode, de fato, perder o mandato? Pode, é claro que pode. Caso isso se configure como crime de racismo, tem aí uma quebra de decoro parlamentar. É muito fácil para ele tentar polemizar comigo, jogar essa questão para o ódio aos homossexuais, se assumindo homofóbico. Por que ele não compra briga com Edson Santos e com Luiz Alberto, que são dois parlamentares negros e que sabem que ele praticou racismo? A dignidade das mulheres, negros e gays terá que ser respeitada, goste ele ou não, goste a gentalha que saiu em defesa dele na internet ou não.
O senhor acompanhou a movimentação na internet? Eu não tenho medo de ofensa, nem de injúria. As injúrias e ofensas estão sendo devidamente identificadas e as pessoas não ficarão impunes. Vamos continuar, insistir porque tudo tem limite.
Nesse momento, é aberta uma discussão sobre tornar homofobia um crime. Em que pé que está essa discussão? É óbvio que está na hora de tornar a homofobia um crime. Essa situação mostra como é necessário o projeto de Lei 122 ser aprovado o quanto antes. É inadmissível que alguém faça o que ele fez e saia impune. Ouvir esse tipo de coisa vindo de um deputado federal é um absurdo. Eu imagino como Preta Gil se sentiu ao ouvir aquilo. É impossível que esse homem abuse da imunidade parlamentar dessa maneira. E o que me assusta também é que tem gente que ainda defende esse homem, anonimamente ou não. Isso é tão chocante, tão chocante... Não adianta ele apelar, eu vou desmascarar toda tentativa dele de fugir da acusação de racismo. Ele vai pagar pela língua ferina dele.
Filho do ex-jogador Edmundo é nova vítima da homofobia de Bolsonaro
Filho do ex-jogador Edmundo é nova vítima da homofobia de Bolsonaro
01/04/2011:
A nova vítima do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi o estudante Alexandre Mortágua, filho da ex-modelo Cristina Mortágua e do ex-jogador Edmundo. O parlamentar fez ataques homofóbicos contra o estudante e modelo durante entrevista para uma rádio de São Paulo. Bolsonaro disse que Alexandre tinha se tornado gay por causa do meio em que viveu.
O estudante respondeu via assessoria de imprensa com uma nota. "Não disse que foi o meio que me fez experimentar. Ele disse que não entendeu a pergunta do CQC e por isso fez aquela infeliz declaração provando o quanto é racista e preconceituoso. Agora, eu acho que ele tem sérios problemas com interpretação de texto" informou Alexandre.
Já a cantora Preta Gil foi surpreendida com a invasão do seu site por um hacker que acabou tirando o portal do ar. O invasor se diz defensor do deputado Jair Bolsonaro que atacou gays depois que a cantora fez uma pergunta para ele no programa "CQC".
Em outro trecho escrito na página do site de relacionamento, Preta lamenta tanta "agressividade, racismo e preconceito". "Sinto estar vivendo um retrocesso no caminho da humanidade, nunca imaginei ver de novo tanta agressividade, racismo e preconceito. Nas palavras ditas diariamente por esse Deputado em programs de TV, rádio e jornais, não só ao meu respeito, mas a um afronte a todos nós" desabafou a cantora.
A Corregedoria da Câmara dos Deputados recebeu quatro representações contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) com um pedido de investigação para identificar se houve quebra de decoro parlamentar por meio das declarações sobre negros e homossexuais.
Bolsonaro nega que ataque a gays seja homofobia
O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) fez mais declarações polêmicas ontem. Em entrevista à Rádio Estadão-ESPN, Bolsonaro afirmou que não admite “apologia ao homossexualismo”, ao criticar o que ele chama de kit gay: vídeos anti-homofobia que o Ministério da Educação (MEC) estuda distribuir às escolas. Para o deputado, a briga entre ele e a comunidade gay não tem nenhuma relação com homofobia: “Atenção, pais: os seus filhos vão receber um kit que diz que é pra combater a homofobia, mas que na verdade estimula o homossexualismo. Para mim isso é grave. Eu não admito você fazer apologia ao homossexualismo, idolatrar o homossexual”, disse Bolsonaro.
Questionado pela emissora sobre como seria se ele tivesse um filho gay, o deputado disse acreditar que a homossexualidade é uma questão de educação: “Eu não corro esse risco, eduquei muito bem meus filhos. Nós somos produto do meio. Eu sou contra a adoção por casais homossexuais. Se qualquer um de nós for criado por um homossexual, com toda certeza vai ser homossexual”, afirmou.
Na entrevista, Bolsonaro falou ainda sobre suposto aumento do número de gays atualmente. Para ele, há mais gays hoje por conta de “consumo de drogas, promiscuidade, o meio em que ele (o jovem) acaba vivendo, achando que tudo democrático é bacana, tudo é culpa da ditadura” (militar). O deputado aproveitou o espaço também para “saudar” os militares pelo 31 de março, data do golpe de 1964.
Preta Gil
O site oficial da cantora Preta Gil (www.pretagil.com.br) foi retirado do ar na tarde de ontem por um grupo de hackers autodenominado “Command Tribulation”.Internautas conseguiram captar a mensagem que foi deixada na página principal antes que o site fosse totalmente derrubado: “Site hackeado. Abaixo a lei da homofobia. Abaixo a PL 122”.
O projeto de lei 122 está tramitando no Congresso Nacional, em Brasília, tendo com objetivo criminalizar a homofobia. (das agências de notícias)
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Preta Gil perguntou no “CQC”, como o deputado reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro.
SAIBA MAIS
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirmou que Bolsonaro (PP-RJ) tem se caracterizado como um estúpido. Vaccarezza propôs que o caso do congressista seja analisado também pela Comissão de Constituição e Justiça), e não só pela corregedoria e o Conselho de Ética da Casa.
Fonte: http://www.opovo.com.br/app/opovo/brasil/2011/04/01/noticiabrasiljornal,2120362/bolsonaro-nega-que-ataque-a-gays-seja-homofobia.shtml
Assinar:
Postagens (Atom)